Marketplaces: usar transportadora ou não?

Desde o início da pandemia, em março, o setor de e-commerce está tendo os melhores meses da sua história. Em agosto, os acessos às lojas online chegaram a 1,27 bilhão. Ainda, menos que julho. É o que diz o Relatório de Setores do E-commerce no Brasil – edição de setembro, produzido pela Conversion.

Dentro desse setor, os marketplaces também tiveram aumento de lojistas. É um momento favorável (embora incerto) para alavancar as vendas e fidelizar novos clientes. No entanto, para isso, o serviço de entrega precisa ter tanta qualidade quanto o ambiente digital que o consumidor usou para comprar.

Quando o assunto é marketplace, a dúvida em relação às entregas é optar pela logística oferecida pela plataforma ou ter uma transportadora parceira. Vamos encontrar a resposta juntos!

Marketplace: o que é

Diferentemente do e-commerce próprio, o marketplace é uma plataforma colaborativa, onde vários lojistas vendem seus produtos em um ambiente disponibilizado por outra empresa.

Toda a estrutura e ações de divulgação são fornecidas pela plataforma. Em troca, os lojistas pagam uma taxa, que pode ser comissão nas vendas, mensalidade ou assinatura.

Exemplos dos marketplaces mais conhecidos: Mercado Livre, Amazon, Wallmart, Americanas, Netshoes e Magazine Luiza.
Como em qualquer tipo de negócio, há vantagens e desvantagens em usar essas plataformas colaborativas. Veja:

Vantagens

Maior e melhor visibilidade. Devido ao produto estar na vitrine de uma loja online já consolidada, com volume de acessos e público sólido, a confiança do consumidor é maior em relação ao item.

Menos custo com publicidade, já que o marketplace atrai por si só grande volume de pessoas.

Maior probabilidade de clientes diversificados. Consumidores que estão procurando por outros produtos, facilmente verão o seu também e podem se interessar.

Desvantagens

Dependência de outra empresa. Dentro do marketplace, o lojista fica sujeito a mudanças de políticas, regras e valores de taxas.

Dificulta o reconhecimento de marca. Basta pensar, quando compramos um item nas Americanas, por exemplo. Vamos lembrar que a compra foi feita nas Americanas, mas dificilmente lembraremos o nome do lojista ou marca. Fica mais difícil encucar a marca na mente do consumidor, quando ela é mostrada apenas como “detalhe”.

Por isso, os marketplaces podem funcionar bem para determinados tipos de negócios e para outros não. É precisa analisar.

O ideal é ter uma loja virtual própria e operar em marketplaces como impulsionador de vendas. Assim, você está buscando oportunidades ao mesmo tempo em que trabalha o branding da marca, pelo canal oficial.

Logística em marketplaces

A estrutura dos marketplaces também inclui a operação logística – pelo menos nas principais plataformas. Mas, será que vale a pena?

Considere que essas plataformas possuem um alto número de compras, com entregas a serem feitas ao mesmo tempo. Diante de qualquer problema, diversas entregas podem ser afetadas e se tornarem prejuízo.

Outro ponto. Como o ideal é ter uma loja virtual própria, precisa haver outra forma de entrega para atender os clientes desse canal. Então, seria necessário trabalhar com duas operações, a própria e a da plataforma de marketplace. Fazer isso pode complicar a gestão logística e virar uma boa bagunça.

Com uma transportadora parceira, a gestão das entregas é unificada, possibilitando maior controle e assertividade. Além disso, você não deixa parte das suas entregas sob controle total do marketplace.

Assim é possível otimizar as rotas e trabalhar com custos e prazos menores.

Também, as plataformas trabalham com especificações de tipos de produtos que entregam. Não é todo tipo de mercadoria. Tamanho, peso e características são fatores levados em consideração para isso.

Então, se o produto não estiver dentro dos parâmetros de entrega da plataforma, você até pode vender lá, mas terá que ter uma alternativa de entrega fora do marketplace.

Essa alternativa, comumente, é a escolha dos Correios. Mas, necessário lembrar que os Correios também possuem restrições de mercadorias transportadas. Sem falar nas paralisações dos serviços, de tempos em tempos, prejudicando as entregas.

Como usar a transportadora no marketplace

Para usar a sua forma de entrega nos marketplaces, a tabela de frete da transportadora precisa ser adicionada na plataforma.
Ela precisa conter todas as informações necessárias para que a plataforma consiga realizar o cálculo de valor do frete automaticamente – variando de CEP, peso e volume.

Ter uma transportadora parceira aumenta a garantia de não colocar tudo a perder no seu negócio, por falhas na entrega – independente de vender em sua própria loja ou em marketplaces.

Nossos clientes podem contar com soluções logísticas específicas para o comércio eletrônico, inclusive na modalidade cross docking. Fale conosco pelo chat ao lado.



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