Paralisações dos caminhoneiros: como se preparar

No último fim de semana, entidades que representam os caminhoneiros anunciaram estar em estado de greve e uma paralisação nacional da categoria, a partir de 1º de novembro, pode acontecer, caso o governo não atenda às reivindicações.

Dentre as reivindicações estão o cumprimento do valor mínimo do frete, o direito à aposentadoria especial e alteração nas políticas de preços do combustível – para reduzir a oscilação no valor do diesel, que está dificultando o trabalho dos caminhoneiros.

Esse imbróglio não será resolvido rapidamente, sem dúvidas. Por isso, cá entre nós, não dá para descartarmos uma greve, muito menos evitarmos. Mas, podemos nos preparar caso ela aconteça.

Qual o plano de ação da sua empresa, diante de paralisações que atinjam a operação?

Investimento em frota própria, parceiros logísticos e flexibilização do frete estão entre as principais medidas tomadas por empresas com operação física e online para minimizar o prejuízo causado por paralisações.

Lição aprendida com a greve nacional de 2018 – que teve duração de 10 dias e desabasteceu o país. Quem arcou com os prejuízos naquela época, aprendeu que é preciso um plano de ação.

Plano de contingência

Um plano de contingencia serve para evitar prejuízos para a empresa e, quando não for possível, minimizar os impactos.

Quando falamos em paralisação dos caminhoneiros, significa estradas bloqueadas e entregas paradas. Cenário péssimo, porém, não há o que ser feito, a não ser atitudes básicas para não perder a credibilidade com os clientes:

  • Estar atento às notícias e atualizações sobre a situação das estradas, bem como no rastreio das encomendas;
  • Reforçar o suporte ao cliente, mantendo-o informado sobre a situação da sua carga, de preferência em tempo real;
  • Deixar claro que a resolução da situação está fora do alcance da empresa;
  • Mesmo com o caos que se instala nas empresas, manter a calma, ser cordial e passar confiança ao cliente.

 

Além do plano de ação em caráter de contingência, investimentos a longo prazo também são estratégias utilizadas. Por exemplo, empresas que conseguem mesclar os modais para transporte – não dependendo apenas de um, como o terrestre. Porém, isso é inviável para uma grande parcela dos comerciantes. Mercadorias menores podem ser enviadas em meios de transporte alternativos, que tenham acesso livre nas vias.

Outras medidas necessárias, de responsabilidade dos governos, são as melhorias das estradas e rodovias e políticas públicas para que o transporte terrestre consiga atender a demanda, em um país de dimensões continentais, com segurança e dignidade.

A resolução desse conflito entre caminhoneiros e governo federal não é de interesse somente de nós e das empresas que dependem do transporte terrestre, mas de todos. Vamos esperar o melhor!

 

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